domingo, 8 de agosto de 2010

Noite

Acordei no meio da noite, com o assobio do vento.Através das persianas, mirei meus olhos para a praça que solitária estava.As casas fechadas, os edifícios escuros.As árvores balançavam conforme a melodia do vento.
Por um instante, imaginei o preto abandonado num vasto mato perto do rio.Pensei que ele pudesse estar com frio e dor, sem falar na fome, pois afinal ,tinha acabado de sair de uma clínica veterinária.Fraco e indefeso, o que ele podia fazer.Agora só me dei conta de que havia perdido ele de vista.Foi visto por alguns moradores, cambaleando, sem força para ficar em pé.Seus olhos fixos, rumo ao rio, querendo chegar rumo ao seu destino; a morte.Ele estava deprimido pelo abandono.Não era mais feliz.O desespero aposou-se do meu pensamento.Vinham-me lembranças que quando aquele cão era saudável, sempre levando pedrada,ninguém queria ele por perto, por ser um cão sem dono.Lembro das tantas vezes que o socorri de cordas no pescoço e arames farpados.Lágrimas brotavam de meus olhos.Tentei adormecer para poder acordar cedo e continuar minha procura por ele.Eu sabia que ele ainda estava vivo, em algum lugar.

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