terça-feira, 6 de julho de 2010

O uivo de uma saudade

Ouvi um choro numa noite fria de inverno. Espiei pela janela do meu apartamento, e vi um cão de porte grande, preto sendo abandonado pelos seus donos.Ele acelerava suas patas atrás de um automóvel velho, que parecia um trem . Mas de nada adiantou correr. Eles foram embora para sempre. O cão voltou para o mesmo lugar, e alí ficou muitos dias à esperar por eles. Choveu. Fez sol. O tempo passou e lá ficou o animal, sem beira nem eira. Sem casa, sem comida, sem cuidados.O que fazer agora? Perguntei a mim mesma. Hoje ele está lá fora. ferido, maltratado. na chuva, no sol, no frio e sem alimento.