quinta-feira, 7 de outubro de 2010

BB11

Nos primeiros meses deste ano, de 2010, já pensava em me inscrever para o BB11.Fiz isso agora e até que um dia consegui enviar minha inscrição com um vídeo gravado.Que bom, porque eu preciso ter a esperança de que sou capaz de ser escolhida.Dias e noites em casa, com o meu segredo.Será que vai dar certo isso? Preciso ver pra crer.Se alguém ler isso vai me chamar de louca.Uma mulher com dois filhos e já com 45 anos de idade, querendo aventurar...só podia ser eu. Sempre fui assim .Gosto de novidades, mesmo que seja apenas um planejamento em minha cabeça.

domingo, 8 de agosto de 2010

Noite

Acordei no meio da noite, com o assobio do vento.Através das persianas, mirei meus olhos para a praça que solitária estava.As casas fechadas, os edifícios escuros.As árvores balançavam conforme a melodia do vento.
Por um instante, imaginei o preto abandonado num vasto mato perto do rio.Pensei que ele pudesse estar com frio e dor, sem falar na fome, pois afinal ,tinha acabado de sair de uma clínica veterinária.Fraco e indefeso, o que ele podia fazer.Agora só me dei conta de que havia perdido ele de vista.Foi visto por alguns moradores, cambaleando, sem força para ficar em pé.Seus olhos fixos, rumo ao rio, querendo chegar rumo ao seu destino; a morte.Ele estava deprimido pelo abandono.Não era mais feliz.O desespero aposou-se do meu pensamento.Vinham-me lembranças que quando aquele cão era saudável, sempre levando pedrada,ninguém queria ele por perto, por ser um cão sem dono.Lembro das tantas vezes que o socorri de cordas no pescoço e arames farpados.Lágrimas brotavam de meus olhos.Tentei adormecer para poder acordar cedo e continuar minha procura por ele.Eu sabia que ele ainda estava vivo, em algum lugar.

Essa história é nossa.Minha e da Bete

Acordei pela manhã,com um frio e uma chuva rala, mas que molhava o pelo de qualquer cachorro.Despertei cedo pensando no preto .Em como ele poderia estar. Insisti na minha busca , até encontrá-lo.Pedi ajuda.Chamei por ele, olhando por detrás do rio.Lá estava ele.Mal podia levantar a cabeça, gelado e desistindo de viver.A depressão acontece nos cães.Pricipalmente, quando os donos de quase 14 anos resolvem abandoná-lo pelas ruas do seu bairro.Pior ainda, abandoná-lo preso a uma árvore , porque ele queria ir atrás.Sei que é assim que acontece.Mas eu o encontrei e passei os mais longos dias de minha vida com o preto.Hoje, posso dizer que ele foi muito espécial pra mim.Um cão que antes por mais mal tratado que fosse ,levantava o rabo e saia por aí com sua corda no pescoço.Só que ainda ele tinha seus donos cruéis.Depois de um mês de abandono, que eu saiba, ele passou muito triste, levando pedrada, varada e sendo corrido das pessoas mais insensíveis que eu conheço.Preto foi internado .Consegui um lugar para que ele pudesse se proteger do frio e da chuva, mas tudo foi em vão. Quando de repente, consigo um dono para ele, preto se some do local.Depois de uma procura insesante da minha parte e de amigas que tenho.Amigas de verdade.Dessas que sofrem até chorar comigo. Andei por perto do rio ,chamando por preto quando vejo um movimento da sua cabeça, tentando me enxergar.Uma amiga minha, quase irmã, chamou os bombeiros.Até essa espera, se aproximou um homem estranho, mas que conseguiu pegar o preto do barro pelo qual ele escolheu para morrer.Perto da água, porque sentia sede.Meu Deus!Que dor que sinto pelo que sente ou sentiu esse cachorro.A saudade mata.Mata seres humanos e cães.Mas eu estou aqui falando dos animais .São deles que cuido.Eu e a Bete pegamos o preto ,colocamos no carro, quase sem noção de vida.Mas respirando, lentamente.Precisei levá-lo para a garagem do meu carro , no porta-mala.O deixei alí por um tempo se esquentando.Depois recebi um telefonema da Bete, me guiando, me ensinando o que fazer.Me instruiu para levá-lo até um veterinário que estava de plantão .Cheguei lá.Antes disso coloquei uma música suave para o preto.Falei com ele.Eu escutava ele se mexer mudando de posição dentro do porta-mala.Finalmente, cheguei à clínica.Lá esperei com o porta-mala do carro aberta até o Dr. pegá-lo .Contei a história do preto. E decidimos juntos que ele seria infeliz se vivesse.Resolvi então, fazer a eutanásia.Me despedi.Ele ainda levantou sua cabeça, me olhando, e eu fechei seus olhos com minhas mãos.Então pude dizer a ele ainda, algumas palavras de conforto.Tive um sentimento de perda muito forte nesse momento e de frustração , por não ter podido salvar sua vida.Ele nunca foi feliz, ou talvez tenha sido quando apanhava de seus malditos donos.Mas agora tenho certeza que essa história terminou.Pena que o final não foi como daqueles que a gente lê nas histórias bonitas e com final feliz.Estou de luto.E hoje é dia dos pais!

sábado, 7 de agosto de 2010

Um sábado de procura

Num sábado pela manhã,resolvi sair em busca de um cão pelo qual eu salvei do inferno.Tenho um sentimento diferente por ele. O mais estranho é que não o conheci desde pequeno, mas pude entender a dor dele ter sido abandonado por seus donos. Ele estava protegido na garagem de uma casa de amigos meus.Por mais triste que pareça , preto,nome do cão, saiu cambaleando pelas ruas ao destino de sua morte.Sei que quando os animais vão embora, é para morrer.essa lei da natureza animal, não me convence de que é natural. Estou triste e dentro de mim numa falta de confiança maior pelas organizações que fundam ONGS, para proteger animais .O que mais me dói é saber que preto foi discriminado, pela sua raça e tamanho.Como ele era um cão de porte grande e sem raça, ninguém o respeitou. Passaram pessoas por ele com suas varas e pedras.O tempo deixou o preto deprimido, Ele mesmo desistiu da vida. Ele é um cachorro sim, mas ele sofreu todo o desprezo desde seu nascimento com seus donos , quanto pelas pessoas que só gostam de seus próprios bichos de roupa. É sim, pessoas que tratam animais como gente.Vestidos com topetes, sapatos e nada,nada pode ser mais cruel que isso.Nunca desistirei de provar que o ser humano não passa de um cruel animal racional.Não sei mais o que dizer agora.É isso.Espero que eu consiga comover alguns seres que se dizem humanos.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Paula Toller - Vc Me Ganhou de Presente - ao vivo DVD NOSSO

Preto

Estou com dor no peito .Um vazio , um momento em que não sei mais o que fazer.Venho olhando por ele: o preto .Este nome foi dado a um cão que me comove a cada dia.Não sei bem como vai terminar essa triste história, mas sei que ele está morrendo a cada minuto de um dia.O preto está morrendo de saudades dos malvados donos que o abandonaram. O cachorro preto que todos que passam por ele, nem imaginam sua história. É sim , este cão tem uma história.A mais triste e comovente de todos os animais que ajudei nesta cidade que vivo.A dor que ele sente é a minha dor de não consiguir salvá-lo. O mais incrível é que ainda não desisti, até que ele dê seu último suspiro.Talvez será um alívio o fim desta dor da saudade.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Numa Tarde de Chuva

Chovia sem parar. Era de tarde. Inverno.Dirigia meu carro pela cidade, olhando para todos os cantos da cidade. Meus olhos procuravam acontecimentos. Como se não houvesse algum. Sempre há fatos engraçados e tristes. Não precisa ser só de alegrias as coisas engraçadas. Numa sexta-feira à tarde e chuvosa aparece a melancolia de um dia frio. Mas outros sentimentos me vieram a calhar na minha alma. Entre tantas cenas, uma delas me comoveu, a de ver dois cães de raça, caminhando lado a lado pelas ruas com a chuva forte nas costas. Carros freiavam em cima deles.Os pobres animaizinhos não reagiam a qualquer buzinada ou barulho.Continuavam sem rumo a caminhada sem destino. Olhei, para o lado e não os vi mais. Procurei por aquela triste cena e não achei. Voltei para casa, envolta de um sentimento triste e duvidoso. Pois eu não sabia o fim daquilo. Precisei falar para todos sobre o que houvera acontecido .Todos que estavam ali se comoveram. Não havia nada que eu pudesse fazer.Quis me esquecer. Liguei a TV.Procurei algum outro programa que pudesse me entreter. E agora estou aqui, escrevendo sobre minha lamentação.